sábado , 21 outubro 2017
Depressão: um alerta

Depressão: um alerta

 

A depressão é um transtorno que pode ser desencadeado por diversos fatores de ordem psicossocial, como a perda de alguém amado, do emprego ou pelo término de um relacionamento amoroso.

De acordo com Drauzio Varella “a maioria dos autores concorda que a psicoterapia pode controlar casos leves e moderados de depressão”, isso porque a pessoa aprende a reconhecer e lidar com os problemas que a conduziram ao quadro. Para os casos graves, a psicoterapia não deve ser usada como tratamento exclusivo, sendo necessário o uso de medicamentos específicos (receitados pelo médico Psiquiatra).

Alguns sintomas são comuns à falta de substâncias do nosso organismo, encarregadas de propagar os estímulos nervosos como a serotonina e a noradrenalina. Os antidepressivos atuam diminuindo a falta de ambas as substâncias, impedindo que elas sejam recaptadas e estimulando sua circulação. A deficiência de alguns elementos em nossa bioquímica pode ser sinalizada por desmotivação, alterações no apetite (muito/pouco),  interesse sexual diminuído, agressividade, oscilação de humor, pensamentos negativos, ansiedade, irritabilidade, concentração reduzida, insônia, incapacidade de tomar decisões, pensamentos negativos, ansiedade, irritabilidade…

Segundo o DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorderssão critérios para o diagnóstico de depressão:

  • Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
  • Anedonia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
  • Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
  • Dificuldade de concentração: habilidade freqüentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
  • Fadiga ou perda de energia;
  • Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
  • Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
  • Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
  • Ideias recorrentes de morte ou suicídio.

Em alguns momentos, reagimos às situações vividas com sentimentos de tristeza, revolta, desânimo, dentre outros, que podem estar presentes  também em quadros de depressão. Por esta razão, é importante observarmos algumas diferenças, que podem sinalizar o momento de procurar ajuda especializada.

“Você pode estar apenas triste quando:

  •  Sente-se triste após uma perda, um fracasso ou um desapontamento;
  • É amortizado pela passagem do tempo; às vezes, até passa em alguns dias;
  •  Não compromete o raciocínio ou o desempenho das atividades cotidianas;
  •  Reage a estímulos externos, e é possível alegrar-se com um fato ou uma situação agradável;
  •  A força de vontade pessoal ajuda a superar um fato ou um período triste;
  •  Não suscita idéias de suicídio ou pensamentos sobre a morte;
  •  Dorme mais que o habitual;
  •  Não tem disposição para noitadas;
  •  Faz sexo sem se preocupar em ter prazer.

E pode estar deprimido quando:

  • Há dificuldade de concentração e realização, até para as tarefas triviais;
  •  Quase sempre, a tentativa de alegrar um deprimido provoca ainda mais irritação e mal-estar;
  •  Chora sem motivo horas a fio e não se sente melhor depois;
  •  Tem dificuldade para dormir, mas é capaz de passar dias prostrado na cama;
  •  A vida parece sem motivo ou objetivo;
  •  Não consegue tomar pequenas decisões;
  •  Não tem vontade de ver pessoas;
  •  Foge de qualquer contato sexual.”

* As características acima descritas persistem por duas semanas ou mais.

Há diferentes classificações para depressão e é importante uma consulta médica para a realização de um diagnóstico, quando são percebidos sintomas que estão interferindo na qualidade de vida. O profissional psicólogo pode também ser consultado, a fim de orientar o paciente sobre as possibilidades de intervenção psicoterapêutica. O autoconhecimento é sempre uma forma de prevenir e/ou tratar possíveis desgastes em decorrência do sofrimento excessivo.

 

Palavras-chave: depressão; tristeza; sofrimento; desgaste emocional; fadiga; estresse; psicoterapia

Referências Bibliográficas:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR64220-5856,00.html
DSM-IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders)

 

Tatiana Berta
Psicóloga Clínica
Terapeuta Comportamental e Cognitiva – USP
Consultório: (11) 4116.0580
Celular: (11) 98254.6237
www.tatianabertapsicologa.com.br

 

*Lembramos que o material do site é informativo e não substitui a consulta ou orientação realizada em consultório.

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