sábado , 18 novembro 2017
Assertividade: permitir-se dizer NÃO

Assertividade: permitir-se dizer NÃO

Quem nunca saiu de uma discussão com a sensação de ter perdido uma bela oportunidade para dizer algo ou com pensamentos de que “eu devia ter-lhe respondido com o argumento tal” ou “eu não tenho jeito para discutir”? Será que é correto pedir ou recusar tal coisa? Vou perder a amizade desta pessoa ou magoá-la, se não fizer o que ela está me dizendo? Deixarão de gostar de mim, se eu não concordar com o que estão falando?

De uma forma geral, as pessoas que não sabem posicionar-se, permanecem presas a sentimentos de desconfiança, medo e culpa. Nas tentativas de querer ser aceito, criam-se autorregras muito rígidas sobre que comportamentos devemos ter no cotidiano. Uma das mais perigosas, justamente por impor muito sofrimento, é a de que “devo ser perfeito em tudo.”

Quem espera ser perfeito, opta por sofrer, uma vez que dependemos de interações constantes. Não há como ter controle, quando estamos em um mundo com inúmeras variáveis, que se misturam o tempo todo. O que determina a permanência de um comportamento são as conseqüências, por exemplo: posso acreditar que tenho que ser perfeito e, eventualmente, tenho ótimos resultados por aproximar-me disso. No entanto, quando falho sofro muito e não me sinto reconhecido pelos outros. E onde está o erro? Está no chamado “pensamento disfuncional”, que é a regrinha interna criada pela própria pessoa, que faz com que se comporte dessa forma.

O que eu deveria pensar, então, para evitar este sofrimento no exemplo citado? Uma sugestão seria a de substituir a regra de “devo ser perfeito” pela de que “gostaria de poder agradar a todos, mas isso não depende somente de mim”. Se entendermos que nos comportamos de forma muito semelhante à maneira que pensamos e sentimos, devemos prestar mais atenção a que tipo de pensamentos temos no nosso dia-a-dia, afinal é neles que está a chave para as atitudes que nos tornarão mais felizes.

Algumas dicas que poderão auxiliá-los a quebrar alguns pensamentos disfuncionais:

- Permita-se tomar o tempo necessário para fazer as coisas: A pressão da urgência faz com que se aja sob controle da emoção. O pensamento de “obrigatoriedade de fazer algo para não deixar a desejar” normalmente levará a resultados insatisfatórios.

- Não temos que responder a todas as perguntas: Há pessoas que não tem a mínima noção de que determinada pergunta pode causar um constrangimento e outras que acreditam que se não responderem, estarão desconsiderando o interesse do próximo. No entanto, temos que considerar que temos direito a nos proteger e que é necessário ter liberdade para que a própria intimidade seja preservada. Nem sempre é preciso ser agressivo para recusar uma resposta, o mais fácil é dar uma resposta vaga e imprecisa.

- Permita-se mudar de opinião: Quantas vezes nos impomos sofrimento ao tentar manter algo que foi dito numa situação, mas que não é mais válido atualmente? Não seria mais coerente procurar explicar que “em determinado momento entendi que seria desta forma, mas hoje isso não é possível por tais e tais razões”? Ao pensarmos assim, estamos aprendendo que “sim, é possível mudar de opinião”, o que não nos torna alguém que não merece confiança, mas alguém que se adapta à realidade de forma coerente com o que é possível de realizar.

É importante lembrarmos que sempre que nos cobramos cumprir algo idealizado, acabamos esquecendo do que é possível e, desta forma, ao contrário do que desejamos, passamos uma imagem de fragilidade às outras pessoas, o que certamente resultará em uma autoestima fragilizada. Sim! Estamos falando de autoestima! Uma vez que é por meio das interações sociais que passamos a nos reconhecer, a forma como nos comportamos faz toda a diferença… Começar a dizer “NÃO” quando queremos dizer “NÃO” pode auxiliar na construção de uma autoestima mais fortalecida e na obtenção de mais respostas de sucesso na vida. Por que não tentar?

O conteúdo do artigo é  informativo e não substitui a consulta com um Psicólogo.

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