sábado , 18 novembro 2017
Meu filho precisa de terapia?

Meu filho precisa de terapia?

      Durante nosso desenvolvimento, passamos por diferentes fases, nas quais aprendemos a nos comportar, de acordo com o que o meio nos oferece. É neste aprendizado, por meio da experiência vivida, que firmamos as características que, mais tarde, nos identificarão como seres únicos e passamos ser, desta forma, reconhecidos pelos outros. A forma como somos vistos pelas outras pessoas pode ser motivo de conflito, quando aponta para um padrão de comportamento esperado como “adequado” e que não está sendo correspondido.

        Em minha experiência clínica, vejo muitos pais ou cuidadores aborrecidos com comparações feitas acerca do comportamento de seus filhos e, muitas vezes, super dimensionado a importância dos problemas. Crenças como “Meu filho já tem quase dois anos e deveria estar falando”; “O irmãozinho dele a esta idade já não usava mais fraldas”; “Toda criança morde os coleguinhas da escola algum dia”;  “Minha filha tem quatro anos e ainda toma mamadeira para dormir” etc, trazem preocupação e até mesmo sentimentos de culpa a muitos pais, que questionam o que fizeram de errado para que isso acontecesse ou no que estariam falhando. O desejo de todo pai ou mãe para seu filho é o de que este se torne um adulto responsável, independente, ativo e munido de recursos internos que o possibilitem viver com qualidade.

       Uma boa medida para saber se seu filho precisa de terapia pode ser observar os comportamentos que causam preocupação e avaliar se estão ocasionando um prejuízo real no cotidiano desta criança. Se a resposta for afirmativa, vale consultar um psicólogo, a fim de conversarem sobre a situação e discutirem se é necessária a intervenção terapêutica. Muitas vezes, o que parece um problema da criança pode ser somente uma questão de ajuste na sua rotina ou até mesmo algo diferente acontecendo no contexto familiar e que requer observação, como a chegada de um membro novo na família, uma separação ou perda de um ente querido. O importante é não esperar que as situações de dificuldade aumentem e se tornem realmente um problema! Se podemos prevenir complicações tratando uma gripe, por que esperar que ela se torne uma doença mais grave?

Tatiana Berta Otero

Psicóloga e Psicoterapeuta Comportamental e Cognitiva

CRP (06/93349)

Fone: (11) 98254.6237

Atendimentos em São Paulo: Rua Vergueiro, 2045 (Metrô Ana Rosa, ao lado do Colégio Etapa)

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