{"id":2134,"date":"2016-04-09T21:23:47","date_gmt":"2016-04-09T21:23:47","guid":{"rendered":"http:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/home\/?p=2134"},"modified":"2016-04-12T01:04:06","modified_gmt":"2016-04-12T01:04:06","slug":"quem-manda-na-casa-diferencas-entre-aprendizado-de-limites-e-transtorno-de-comportamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/?p=2134","title":{"rendered":"\u201cQuem manda na casa?\u201d : diferen\u00e7as entre falta de limites e transtorno de comportamento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O transtorno desafiador opositivo costuma por vezes ser \u201cconfundido\u201d com o que se chama de \u201ctemperamento forte\u201d, \u201cg\u00eanio dif\u00edcil\u201d, termos t\u00e3o usados no passado, numa tentativa de explicar porque algumas crian\u00e7as insistem em desafiar, desobedecer regras ou discutir com adultos. Alguns crit\u00e9rios podem auxiliar a diferenciar o quadro e outros comportamentos, comuns ao processo de aprendizagem de regras e limites. Para que se caracterize um transtorno desafiador opositivo, \u00e9 preciso observar a <b>ocorr\u00eancia frequente (pelo per\u00edodo de, pelo menos 6 meses<\/b>) de perda de paci\u00eancia; discuss\u00e3o com adultos, recusa ao obedecimento de solicita\u00e7\u00f5es ou regras, a\u00e7\u00f5es deliberadas para aborrecer outras pessoas, responsabiliza\u00e7\u00e3o de outros pelos pr\u00f3prios erros, mau comportamento e facilidade para ser aborrecido pelos outros. Normalmente, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por profissionais (m\u00e9dico ou psic\u00f3logo), a partir da ocorr\u00eancia nos diferentes contextos (escola, fam\u00edlia, conviv\u00eancia com amigos etc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As crian\u00e7as, neste padr\u00e3o, apresentam grandes problemas na sua rela\u00e7\u00e3o com os pais, com figuras de autoridade, professores, at\u00e9 mesmo com os pares na escola. Em alguns casos, existe uma rela\u00e7\u00e3o com outros transtornos, como os de ansiedade e aprendizagem, prejudicando n\u00e3o somente a socializa\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m o progresso acad\u00eamico da crian\u00e7a.\u00a0 As causas podem ser encontradas tanto em fatores gen\u00e9ticos como no ambiente em que a crian\u00e7a vive \u2013 a literatura mostra que a preval\u00eancia maior \u00e9 na jun\u00e7\u00e3o dos dois fatores, mostrando novamente a import\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es familiares no crescimento e desenvolvimento da crian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por vezes nota-se que os pais, professores acabam por aceitar comportamentos de birra, de exig\u00eancias, de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o de imposi\u00e7\u00f5es e regras como algo que vai \u201cpassar\u201d e que n\u00e3o vale a pena impor limites naquele momento. No entanto, essas crian\u00e7as precisam de aten\u00e7\u00e3o, limites e tratamento adequado para que possam aprender a tolerar frustra\u00e7\u00f5es, ouvir os adultos e seguir as regras que s\u00e3o impostas sem ataques de f\u00faria, minimizando seu sofrimento e dos que com ela convivem. Nesses casos, \u00e9 aconselh\u00e1vel ajuda multiprofissional, t\u00e9cnicas cognitivo-comportamentais &#8211; como o treino em habilidades sociais e psicoeduca\u00e7\u00e3o familiar, dentre outros manejos terap\u00eauticos. Como sempre pontuamos, \u00e9 necess\u00e1rio que observemos nossas crian\u00e7as, seja em casa, na escola, no lazer, para que as atitudes sejam notadas e acompanhadas, trazendo melhoras para a crian\u00e7a, familiares e colegas. A escola \u00e9 nesse sentido um grande aliado dos pais, pois \u00e9 l\u00e1 que a crian\u00e7a passa a maior parte de seu tempo! Uma boa comunica\u00e7\u00e3o (frequente) entre pais e professores\/coordenadores pedag\u00f3gicos para o acompanhamento da crian\u00e7a no ambiente escolar facilita muito na identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis problemas e futuros manejos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Paulo Sergio Estevam Ferreira (CRP 06\/93350) e Tatiana Berta Otero (CRP 06\/93349)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Psic\u00f3logos Cl\u00ednicos, Especialistas em Terapia Comportamental e Cognitiva\/USP<\/p>\n<p>*\u00a0<em>Consultas com o Psic\u00f3logo e Psicopedagogo Paulo Estevam poder\u00e3o ser agendadas tamb\u00e9m pelo email\u00a0<strong id=\"yui_3_7_2_1_1358726572003_3005\"><a id=\"yui_3_7_2_1_1358726572003_3006\" href=\"mailto:paulo.estevam.psi@gmail.com\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">paulo.estevam.psi@gmail.com<\/a>\u00a0<\/strong>ou fone 98213.1941\u00a0<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;\">Bibliografia:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;\">Teixeira, Gustavo. Manual dos transtornos escolares. RJ, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;\">DSM \u2013 V (APA, 2015)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;\">Weber, Lidia. Eduque com carinho. Curitiba, 2007.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O transtorno desafiador opositivo costuma por vezes ser \u201cconfundido\u201d com o que se chama de \u201ctemperamento forte\u201d, \u201cg\u00eanio dif\u00edcil\u201d, termos t\u00e3o usados no passado, numa tentativa de explicar porque algumas crian\u00e7as insistem em desafiar, desobedecer regras ou discutir com adultos. 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