{"id":2239,"date":"2017-02-02T14:35:20","date_gmt":"2017-02-02T14:35:20","guid":{"rendered":"http:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/home\/?p=2239"},"modified":"2018-07-04T17:39:19","modified_gmt":"2018-07-04T17:39:19","slug":"nao-consegue-elogiar-tudo-bem-mas-o-nao-dito-tambem-fala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/?p=2239","title":{"rendered":"Quando uma palavra pode mudar o dia de algu\u00e9m&#8230;"},"content":{"rendered":"<p id=\"yui_3_16_0_ym19_1_1486045064516_2556\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Uma palavra pode mudar o dia de algu\u00e9m. Sim, uma grande verdade: pode mudar n\u00e3o s\u00f3 o dia, mas tudo: para melhor ou para pior!<\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_ym19_1_1486045064516_2558\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Somos seres sociais e precisamos, portanto, uns dos outros. Quando nossas primeiras refer\u00eancias de cuidado nos oferecem confian\u00e7a e acolhimento, nos sentimos valorizados e importantes. Da mesma forma, quando estes primeiros cuidados ora s\u00e3o dispendidos ora negligenciados, come\u00e7amos a aprender que o estado de alerta \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e que, mesmo quando recebemos aten\u00e7\u00e3o, existe tamb\u00e9m a possibilidade de que esta nos falte. Instala-se a\u00ed, um ciclo de inseguran\u00e7a e necessidade de controle ou de antecipa\u00e7\u00e3o a toda e qualquer possibilidade de \u201cerro\u201d. Coloco a palavra \u201cerro\u201d entre aspas porque questiono bastante como a maioria de n\u00f3s a v\u00ea, assunto para um pr\u00f3ximo post&#8230;<\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_ym19_1_1486045064516_2560\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Muitas queixas est\u00e3o relacionadas ao medo de ficarmos s\u00f3s, de sermos abandonados ou de nos tornarmos incapazes de buscarmos recursos pr\u00f3prios. Ser\u00e1 que por isso, geralmente pessoas muito preocupadas com o bem-estar do outro e, ao mesmo tempo, bastante autocr\u00edticas, cercam-se por pessoas que expressam mal ou pouco afeto ou que s\u00e3o, at\u00e9 muito cr\u00edticas? Algu\u00e9m que critica muito, mas ao mesmo tempo permanece constante em presen\u00e7a, pode se tornar indispens\u00e1vel, a depender da cren\u00e7a de que \u201c\u00e9 ruim ou perigoso estarmos s\u00f3s\u201d ou de que \u201cn\u00e3o encontraremos outra pessoa que nos d\u00ea aten\u00e7\u00e3o\u201d. Muitos, de fato, n\u00e3o aprenderam a acreditar que receber aten\u00e7\u00e3o vai muito al\u00e9m da presen\u00e7a f\u00edsica ou que merecem bem mais do que um status de relacionamento na rede social.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Quando elegemos parceiros muito exigentes ou que pouco nos incentivam, seja com palavras ou com atitudes, estamos perdendo\u00a0\u00a0oportunidades de construirmos autorrefer\u00eancias mais positivas. No ambiente profissional, familiar ou \u00edntimo, n\u00e3o h\u00e1 nada de errado em buscarmos modelos para aprendermos, no entanto, escolhermos estar pr\u00f3ximos de pessoas pouco refor\u00e7adoras nos coloca em risco de continuarmos sem aprendermos a reconhecer o que temos de bom e sem nos vermos merecedores de mais do que estamos recebendo. Quando aceitamos determinadas \u201cmanias\u201d, regras ou excessos para podermos conviver, colocamos em risco a qualidade de nossas rela\u00e7\u00f5es e, sobretudo, de nossa sa\u00fade. Receber feedback do outro \u00e9 bastante importante, sobretudo quando n\u00e3o temos uma autoconfian\u00e7a bem desenvolvida, por\u00e9m tudo o que \u00e9 imposto e repetitivo, se n\u00e3o trouxer algo de produtivo ou prazeroso em contrapartida, poder\u00e1\u00a0\u00a0tornar-se\u00a0\u00a0aversivo. E quando falamos de relacionamento, este \u00e9 um risco que n\u00e3o se quer correr, n\u00e3o \u00e9 verdade?<\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_ym19_1_1486045064516_2574\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Uma das maiores dores que podemos sentir \u00e9 a dor emocional. Infelizmente, nos acostumamos a valorizarmos mais a dor f\u00edsica e pouco aprendemos sobre darmos a mesma aten\u00e7\u00e3o ao que os nossos sentimentos est\u00e3o nos comunicando. Estudos apontam que o sentimento de abandono ou desamparo ativa as mesmas \u00e1reas cerebrais das dores f\u00edsicas, equiparando-se \u00e0s de queimaduras, por exemplo. Aqui, vale a reflex\u00e3o: ser\u00e1 que estamos procurando nos cercar de pessoas acolhedoras ou, sem perceber, repetimos o padr\u00e3o de querermos dar &#8220;conta do recado&#8221; e acabamos ensinando que n\u00e3o precisamos nem mesmo de uma palavra de apoio? E se voc\u00ea \u00e9 o &#8220;mal-acostumado\u201d da hist\u00f3ria e acaba esquecendo de que uma boa palavra \u00e9 um excelente come\u00e7o para aproximar-se de quem realmente \u00e9 importante em nossas vidas? Dizer \u201ceu te amo\u201d ou \u201cvoc\u00ea \u00e9 importante\u201d \u00e9 dif\u00edcil? N\u00e3o h\u00e1 problemas! Estas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas formas de demonstrar que voc\u00ea valoriza a presen\u00e7a do outro. Voc\u00ea pode come\u00e7ar dizendo: \u201cestou aqui com voc\u00ea\u201d, \u201cestamos juntos nesta tarefa\u201d ou quem sabe ainda \u201cfaremos melhor juntos\u201d. Dif\u00edcil? Talvez n\u00e3o, somente novo. Por que n\u00e3o tentar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<address style=\"text-align: center;\"><strong>Tatiana Berta Otero\u00a0<\/strong><\/address>\n<address style=\"text-align: center;\">Psic\u00f3loga Clinica (CRP 06\/93349)<\/address>\n<address style=\"text-align: center;\">Terapeuta Comportamental e Cognitiva (USP), Mestre em Sa\u00fade Coletiva (UNIFESP)<\/address>\n<address style=\"text-align: center;\"><em>Life &amp; Professional Coach <\/em>(HOLOS-ICF)<\/address>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Uma palavra pode mudar o dia de algu\u00e9m. Sim, uma grande verdade: pode mudar n\u00e3o s\u00f3 o dia, mas tudo: para melhor ou para pior! \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0Somos seres sociais e precisamos, portanto, uns dos outros. 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