{"id":2274,"date":"2017-08-21T13:17:14","date_gmt":"2017-08-21T13:17:14","guid":{"rendered":"http:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/home\/?p=2274"},"modified":"2017-08-22T18:50:01","modified_gmt":"2017-08-22T18:50:01","slug":"vivendo-compaixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/?p=2274","title":{"rendered":"Vivendo COMpaix\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Quando divergimos de algu\u00e9m, podemos escolher entre um posicionamento em fun\u00e7\u00e3o de um poss\u00edvel benef\u00edcio (ainda que, para muitos, seja apenas o de \u201cter a \u00faltima palavra\u201d) ou de qualquer outra atitude que possa aumentar as chances de trazer benef\u00edcio para ambos. Quando optamos pela segunda alternativa, estamos treinando um olhar compassivo para as nossas limita\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m para as do outro, afinal opini\u00f5es s\u00e3o apenas ideias e, portanto, deveriam ficar em segundo lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0O sentimento de afei\u00e7\u00e3o e compromisso com outro ser humano \u00e9 a base da compaix\u00e3o. Ensinamentos antigos apontam que todas as habilidades podem estar presentes em todos n\u00f3s: <i>\u201cComo seres humanos, temos o potencial para sermos pessoas felizes e compassivas e tamb\u00e9m para sermos infelizes e prejudiciais aos outros\u201d <\/i>(Dalai-Lama). A ci\u00eancia, por sua vez, tamb\u00e9m nos ensina que o c\u00e9rebro \u00e9 um sistema com enorme capacidade de desenvolvimento e recupera\u00e7\u00e3o, capaz de incorporar modifica\u00e7\u00f5es e ajustar-se funcionalmente: <i>\u201c&#8230; de produzir modifica\u00e7\u00f5es que melhorem a qualidade de vida do indiv\u00edduo e amplie sua intera\u00e7\u00e3o positiva com o meio ambiente, tornando-o melhor adaptado e apto \u00e0 sobreviv\u00eancia\u201d<\/i>. \u00a0Sempre podemos aprender, a partir de nossas escolhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0O conceito de autocompaix\u00e3o est\u00e1 relacionado \u00e0 forma como as pessoas lidam com o pr\u00f3prio sofrimento, apontando para a necessidade de vivenci\u00e1-lo com abertura, cuidado e compreens\u00e3o. A autocompaix\u00e3o geralmente \u00e9 acompanhada de atitudes de n\u00e3o julgamento em rela\u00e7\u00e3o aos nossos erros e inadequa\u00e7\u00f5es, reconhecendo nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia como parte da experi\u00eancia humana comum. Trata-se de uma atitude saud\u00e1vel e positiva diante de situa\u00e7\u00f5es de dificuldade, num sistema equilibrado e interligado, que inclui bondade consigo no lugar de autocr\u00edtica severa, aten\u00e7\u00e3o no agora e senso de humanidade em vez de isolamento social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A atitude de abertura implica em aceita\u00e7\u00e3o <span style=\"text-decoration: underline;\">ativa<\/span> do sofrimento, o que n\u00e3o significa colocar-se num estado de acomoda\u00e7\u00e3o ou de passividade. Aceitar, neste sentido, diz respeito \u00e0 compreens\u00e3o de que, embora seja necess\u00e1rio fazer tudo o que esteja ao nosso alcance, n\u00e3o h\u00e1 como termos controle algum sobre as consequ\u00eancias, pois estas se devem ao curso natural da vida. Curiosamente, estudos cient\u00edficos apontam que, quanto mais se cultiva o estado de autocompaix\u00e3o, menos s\u00e3o alimentados estados como os de ansiedade e depress\u00e3o. Podemos entender, assim, que este estado mental \u00e9 preditor de boa sa\u00fade. Procurar exercitar a autobondade no lugar da autocr\u00edtica pode ser um \u00f3timo treino para desenvolver compaix\u00e3o com quem convivemos, a partir de tomadas de decis\u00e3o mais assertivas (coerentes com nossos valores).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Porque nunca estamos prontos, \u00a0podemos aprender e exercitar a compaix\u00e3o nas pequenas atitudes, at\u00e9 mesmo quando temos dificuldade em n\u00e3o responder no mesmo tom que nos magoou. O treino de uma outra escolha poss\u00edvel no momento da emo\u00e7\u00e3o pode \u00a0nos guiar no sentido da promo\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es mais amorosas e colaborativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>*Tatiana Berta Otero\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><span style=\"font-size: small;\">(Psic\u00f3l<\/span><span style=\"font-size: small;\">oga (CRP 06\/93349), Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva (USP), Mestre em Sa\u00fade Coletiva\/Ci\u00eancias (UNIFESP)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bibliografia consultada:<\/p>\n<p>WR Schimidek, GA Cantos \u2013 Ver Pensamento Bioc\u00eantrico, 2008 \u2013 fflch.usp.br<\/p>\n<p>G Tenzin &#8211; D\u00e9cimo Quarto Dalai-Lama, A vida de compaix\u00e3o, 2002, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0Quando divergimos de algu\u00e9m, podemos escolher entre um posicionamento em fun\u00e7\u00e3o de um poss\u00edvel benef\u00edcio (ainda que, para muitos, seja apenas o de \u201cter a \u00faltima palavra\u201d) ou de qualquer outra atitude que possa aumentar as chances de trazer benef\u00edcio para ambos. 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