{"id":2451,"date":"2019-07-20T00:10:48","date_gmt":"2019-07-20T00:10:48","guid":{"rendered":"http:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/home\/?p=2451"},"modified":"2019-07-20T00:53:11","modified_gmt":"2019-07-20T00:53:11","slug":"o-que-e-plasticidade-cerebral-e-a-relacao-com-o-manter-se-ativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/?p=2451","title":{"rendered":"O que \u00e9 plasticidade cerebral e a rela\u00e7\u00e3o com o &#8220;manter-se ativo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que o termo \u201cplasticidade\u201d foi introduzido por volta de 1930, por um fisiologista alem\u00e3o? Treinos de exerc\u00edcio para nosso c\u00e9rebro j\u00e1 aparecem em relatos do s\u00e9culo XVIII, por\u00e9m, esse termo nunca foi t\u00e3o usado como hoje. Quando falamos em plasticidade, estamos indicando a capacidade de nosso organismo adaptar-se \u00e0s mudan\u00e7as ambientais (externas e internas) com o aux\u00edlio de diferentes \u00f3rg\u00e3os comandados pelo nosso SNC (sistema nervoso central). Gra\u00e7as \u00e0 essa incr\u00edvel capacidade, crian\u00e7as que sofreram acidentes graves que, muitas vezes, resultaram em perda de massa encef\u00e1lica ou perdas na capacidade de movimentarem-se, falarem ou ouvirem, por exemplo, podem se recuperar, chegando bem \u00e0 idade adulta, de forma semelhante \u00e0quelas que n\u00e3o passaram pelo mesmo sofrimento.<\/p>\n<p>Uma vez que nosso c\u00e9rebro tem a incr\u00edvel capacidade de se \u201cautorreorganizar\u201d, sendo mediado pelo meio em que vivemos, a cada nova experi\u00eancia temos possibilidade de estimular novas conex\u00f5es ou \u201csinapses\u201d. Quando estimulados, aprendemos e nosso c\u00e9rebro se modifica no formato e na fun\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 importante conhecermos sobre plasticidade cerebral e sobre o quanto atividades que nos estimulam ou tiram da &#8220;zona de conforto&#8221; s\u00e3o importantes para nosso desenvolvimento.<\/p>\n<p>Assim como as experi\u00eancias de sofrimento podem impactar o funcionamento de nosso sistema nervoso, mudan\u00e7as significativas em neuroplasticidade cerebral ocorrem como consequ\u00eancia de processo terap\u00eauticos. H\u00e1 quase um s\u00e9culo, Skinner (1945) j\u00e1 afirmava que tanto os comportamentos observ\u00e1veis quanto aqueles que acontecem \u201csob a pele do organismo\u201d (que n\u00e3o s\u00e3o vistos, mas sentidos) s\u00e3o regidos pelos mesmos princ\u00edpios. Pensar, sentir e agir tem fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas na forma como cada um interage com o meio. \u00a0Assim, entendemos que sendo dotados de flexibilidade seremos sempre, cada um dentro de seus limites, capazes de reabilita\u00e7\u00e3o ou adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es de comportamento provocadas pela psicoterapia t\u00eam sido evidenciadas em estudos com utiliza\u00e7\u00e3o de neuroimagem, demonstrando restaura\u00e7\u00e3o de caminhos neurais, que estavam com seu funcionamento alterado. Em diferentes transtornos, como ocorre no caso do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Transtornos Depressivos ou de Ansiedade, como os de P\u00e2nico e Agorafobia, a literatura cient\u00edfica aponta a capacidade de neuromodula\u00e7\u00e3o (normaliza\u00e7\u00e3o da ativa\u00e7\u00e3o cerebral), por meio das mudan\u00e7as nos mecanismos do medo. De forma oposta, ocorre a intensifica\u00e7\u00e3o ou \u201ccronifica\u00e7\u00e3o\u201d de alguns quadros, quando n\u00e3o h\u00e1 tratamento efetivo. Por meio do processo psicoterap\u00eautico, terapeuta e cliente v\u00e3o manejando possibilidades de forma a estimularem mudan\u00e7as funcionais, a depender das necessidades apresentadas. Este \u00e9 um caminho lindo de se percorrer, n\u00e3o somente pelas possibilidades alcan\u00e7adas, mas sobretudo por cada etapa constru\u00edda no processo, que pode ser tanto sentida como observada.<\/p>\n<p>*Tatiana Berta Otero (Psic\u00f3loga, Mestra em Ci\u00eancias da Sa\u00fade e Especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva)<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p>Barsaglini A, Sartori G, Benetti S, Pettersson-Yeo W, Mechelli A. The effects of psychotherapy on brain function: A systematic and critical review. Prog Neurobiol. 2013 Nov 1. [Epub ahead of print]\n<p>Fernandes, PA,\u00a0Carvalho MR de. Altera\u00e7\u00f5es Neurobiol\u00f3gicas Verificadas a partir do Tratamento com Terapia Cognitivo-comportamental no Transtorno Obsessivo-Compulsivo.<i>\u00a0Psic.: Teor. e Pesq.<\/i>\u00a0[online]. 2016, vol.32, n.2, e322215. \u00a0Epub\u00a0Oct\u00a027, 2016. ISSN 0102-3772.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/0102-3772e322215.<\/p>\n<p>Skinner, BF. (1945). The operational analysis of psychological terms. Psychological Review. 1945. DOI: 10.1037\/ h0062535<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que o termo \u201cplasticidade\u201d foi introduzido por volta de 1930, por um fisiologista alem\u00e3o? Treinos de exerc\u00edcio para nosso c\u00e9rebro j\u00e1 aparecem em relatos do s\u00e9culo XVIII, por\u00e9m, esse termo nunca foi t\u00e3o usado como hoje. 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