{"id":747,"date":"2013-01-23T21:24:50","date_gmt":"2013-01-23T23:24:50","guid":{"rendered":"http:\/\/tatianabertapsicologa.com\/?p=747"},"modified":"2019-07-25T22:40:58","modified_gmt":"2019-07-25T22:40:58","slug":"747","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/?p=747","title":{"rendered":"S\u00edndrome de Burnout: saiba reconhecer os fatores de risco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"text-align: justify;\">Se existe sofrimento que acarreta em perda da qualidade de vida, as a\u00e7\u00f5es devem ser imediatas.\u00a0 No entanto, devido \u00e0s demandas do cotidiano, muitas vezes, vamos &#8220;passando por cima&#8221; do desconforto e a busca do aux\u00edlio vai ficando para depois.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um quadro caracterizado por sofrimento constante na rotina de trabalho e que leva \u00e0 necessidade de afastamento por licen\u00e7a m\u00e9dica, est\u00e1 descrita nos manuais de classifica\u00e7\u00e3o dos problemas de sa\u00fade como \u201cS\u00edndrome de Burnout\u201d e tem rela\u00e7\u00e3o com o esgotamento em decorr\u00eancia de tens\u00e3o emocional e estresse cr\u00f4nico, como se o indiv\u00edduo se encontrasse em \u201cestado de combust\u00e3o\u201d. Algumas profiss\u00f5es, nas quais o envolvimento interpessoal \u00e9 intenso, como \u00e9 o caso de muitos profissionais da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o ou seguran\u00e7a poderiam sinalizar um risco maior do desenvolvimento do transtorno. No entanto, sabe-se que, em qualquer fun\u00e7\u00e3o em que ocorra desgaste f\u00edsico e\/ou emocional intensos, problemas de sa\u00fade tamb\u00e9m ocorrer\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Burnout \u00e9 geralmente desenvolvida como resultado de um per\u00edodo de esfor\u00e7o excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recupera\u00e7\u00e3o, que poderiam ser per\u00edodos maiores de lazer, contato com a natureza, amigos, fam\u00edlia, entre outras coisas. \u00a0De fato, o problema chamou aten\u00e7\u00e3o primeiramente em profissionais que possuem contato interpessoal mais exigente, tais como enfermeiros, \u00a0professores, policiais e atendentes p\u00fablicos. Hoje, entretanto, as observa\u00e7\u00f5es j\u00e1 se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e\/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem a t\u00e9cnicas e m\u00e9todos mais exigentes, fazendo parte de organiza\u00e7\u00f5es de trabalho submetidas a avalia\u00e7\u00f5es constantes e imediatas. Enquanto diversos estudiosos defendem que <em>burnout<\/em> refere-se exclusivamente a uma s\u00edndrome relacionada \u00e0 exaust\u00e3o e aus\u00eancia de personaliza\u00e7\u00e3o no trabalho, outros percebem-na como um caso especial de depress\u00e3o ou ainda uma forma de fadiga extrema, similar a que ocorre em m\u00e3es que fazem jornada dupla: trabalho e filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da S\u00edndrome de Burnout est\u00e1 a falta de autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e fam\u00edlia, sentimento de desqualifica\u00e7\u00e3o e falta de coopera\u00e7\u00e3o da equipe. Estudiosos apontam que o \u00a0estado t\u00edpico de insatisfa\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou biol\u00f3gica, ao ser vivenciado por longo intervalo de tempo, promove o desequil\u00edbrio org\u00e2nico que redunda em sofrimento e dor f\u00edsica, podendo culminar em doen\u00e7as graves. Sendo assim, \u00e9 poss\u00edvel perceber em algumas organiza\u00e7\u00f5es, alto \u00edndice de afastamentos por licen\u00e7as m\u00e9dicas, devido \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao desenvolvimento dos indiv\u00edduos que ali passam v\u00e1rias horas de seus dias em fun\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podem ser sintomas da s\u00edndrome: enxaquecas, problemas gastro-intestinais, crises de asma, taquicardia (palpita\u00e7\u00f5es), maior frequ\u00eancia de infec\u00e7\u00f5es ou alergias, dores no corpo, entre outras. Al\u00e9m disso, nas atividades do cotidiano o problema pode ser observado no aumento de absente\u00edsmo (faltas no trabalho), comportamentos de agressividade, necessidade de isolamento, utiliza\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias psicoativas, baixa toler\u00e2ncia, falta de paci\u00eancia etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando algumas destas caracter\u00edsticas come\u00e7am a chamar aten\u00e7\u00e3o, tornando-se persistentes, independentemente do diagn\u00f3stico, torna-se necess\u00e1rio refletir sobre qualidade de vida e promo\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tatiana Berta <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong> <em>Psic\u00f3loga e Psicoterapeuta Comportamental e Cognitiva, Mestra em Ci\u00eancias da Sa\u00fade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">CRP (06\/93349)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fone: (11) 98254.6237<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong> Atendimentos em S\u00e3o Paulo: <\/strong>Rua Vergueiro, 2045\/cj.1110 &#8211; Vila Mariana \u00a0(ao lado do Col\u00e9gio Etapa &#8211; Esta\u00e7\u00e3o Ana Rosa)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*O conte\u00fado publicado n\u00e3o substitui a consulta psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se existe sofrimento que acarreta em perda da qualidade de vida, as a\u00e7\u00f5es devem ser imediatas.\u00a0 No entanto, devido \u00e0s demandas do cotidiano, muitas vezes, vamos &#8220;passando por cima&#8221; do desconforto e a busca do aux\u00edlio vai ficando para depois. Um quadro caracterizado por sofrimento constante na rotina de trabalho e que leva \u00e0 necessidade &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2460,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[14,17,22,28,39,43,83,90,92,93,105,108,113,115,118,122,123,151,235,243,244],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/747"}],"collection":[{"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=747"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2097,"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/747\/revisions\/2097"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2460"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}