{"id":815,"date":"2013-02-01T16:14:19","date_gmt":"2013-02-01T18:14:19","guid":{"rendered":"http:\/\/tatianabertapsicologa.com\/?p=815"},"modified":"2013-03-13T17:21:23","modified_gmt":"2013-03-13T17:21:23","slug":"relacionamento-habitos-que-atrapalham-a-vida-a-dois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianabertapsicologa.com.br\/new\/?p=815","title":{"rendered":"Relacionamento: h\u00e1bitos que atrapalham a vida a dois"},"content":{"rendered":"<p><em>* Entrevista concedida pela Psic\u00f3loga Tatiana Berta \u00e0 revista AnaMaria (jornalista Ricardo R\u00e9gener, em Janeiro de 2013, reproduzida integralmente).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jornalista: Um casal, quando se decide a viver uma vida em comum, precisa adaptar-se e, ao mesmo tempo, manter a individualidade. Qual \u00e9 o ponto de equil\u00edbrio?<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Psic\u00f3loga:<\/strong> Tenho percebido, em minha pr\u00e1tica cl\u00ednica, que o desgaste dos relacionamentos normalmente est\u00e1 relacionado \u00e0 perda do ideal formado no in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o. Fazer uma esp\u00e9cie de \u201cmarketing pessoal\u201d, ou seja: selecionar as caracter\u00edsticas que podem chamar mais aten\u00e7\u00e3o do parceiro, pode ser bastante funcional para a conquista. No entanto, para a manuten\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que outras caracter\u00edsticas apare\u00e7am, a fim de que o casal se adapte \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. Quando n\u00e3o h\u00e1 o estabelecimento de uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, j\u00e1 no in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o, que propicie espa\u00e7o e seguran\u00e7a para que cada um dos parceiros fale sobre as pr\u00f3prias necessidades, dificuldades e desejos, torna-se um problema a aceita\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo o reconhecimento do parceiro no decorrer do tempo. Ou\u00e7o muitos casais queixarem-se de que \u201co marido ou a esposa mudaram depois do casamento\u201d ou que esta suposta mudan\u00e7a ocorreu \u201cap\u00f3s a chegada dos filhos\u201d, o que n\u00e3o me parece ser uma afirma\u00e7\u00e3o condizente com a realidade. Quando, em terapia de casal, ambos os parceiros t\u00eam a oportunidade de analisar o contexto presente, correlacionando-o com acontecimentos do passado da rela\u00e7\u00e3o, \u00e9 frequente percebermos que as caracter\u00edsticas apontadas como \u201cproblema\u201d sempre existiram, por\u00e9m foram deixadas \u201cembaixo do tapete\u201d, pois geravam amea\u00e7a \u00e0 estabilidade da rela\u00e7\u00e3o.<\/em><em> <\/em><\/p>\n<p><strong>Jornalista:Porque, afinal, ainda existem relacionamentos que acabam por causar pequenos desentendimentos?<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Psic\u00f3loga: <\/strong>N\u00e3o podemos dizer que a rela\u00e7\u00e3o causa os desentendimentos, mas que as atitudes de cada um dos parceiros, quando n\u00e3o se observam as consequ\u00eancias destas para o outro, desencadeiam problemas. Uma rela\u00e7\u00e3o a dois \u00e9 formada pela soma de tudo aquilo que um parceiro oferece ao outro, o que normalmente caracteriza o que chamamos de \u201cuni\u00e3o\u201d. Um casal unido normalmente \u00e9 aquele que, de acordo com o senso comum, se entende bem. Para que haja o entendimento, o principal crit\u00e9rio \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><strong>Jornalista:Quais as poss\u00edveis consequencias para um relacionamento, de manter pequenos h\u00e1bitos ruins que desagradam\/ofendem o parceiro?<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><em><strong>Psic\u00f3loga:<\/strong> Tudo o que um dos parceiros faz gera consequ\u00eancias positivas ou negativas para ambos. Pequenas atitudes na rotina da rela\u00e7\u00e3o, como a famosa toalha molhada em cima da cama ou a tampa do vaso sanit\u00e1rio aberta (quando j\u00e1 foi evidenciado um inc\u00f4modo para um dos parceiros) gera uma pequena consequ\u00eancia desfavor\u00e1vel \u00e0 sa\u00fade do relacionamento que, somada \u00e0 outras pode gerar um grande estrago, com o passar do tempo.<\/em><\/p>\n<p><strong>Jornalista:\u00a0Ouvimos que os pequenos h\u00e1bitos ruins s\u00e3o apenas reflexos de problemas\/desentendimentos maiores&#8230; Qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da senhora em rela\u00e7\u00e3o a isso? Os pequenos h\u00e1bitos ruins s\u00e3o apenas reflexos de problemas maiores, ou eles podem &#8211; por si s\u00f3 &#8211; causar danos ao casamento? Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Psic\u00f3loga: <\/strong>No in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o, \u00e9 comum que a toler\u00e2ncia seja maior, uma vez que existe o \u201cencantamento\u201d pela possibilidade de, finalmente, ter-se encontrado a \u201ccara-metade\u201d. Sabe-se, por\u00e9m, que a idealiza\u00e7\u00e3o, aos poucos, vai dando lugar \u00e0s evid\u00eancias de realidade, e que existe a necessidade de um movimento de adequa\u00e7\u00e3o de ambas as partes, a fim de que os comportamentos do parceiro continuem a estimular o desejo pela rela\u00e7\u00e3o. Pequenos h\u00e1bitos do dia-a-dia fazem parte do padr\u00e3o comportamental aprendido pelo indiv\u00edduo no decorrer de sua hist\u00f3ria de aprendizagem. Quando se escolhe um parceiro com quem conviver, \u00e9 compreens\u00edvel que nem sempre este tenha desenvolvido um padr\u00e3o semelhante no decorrer das suas experi\u00eancias de vida. O que ocorre \u00e9 que, muitas vezes, no in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o, h\u00e1bitos que causam desconforto no companheiro nem sempre s\u00e3o comunicados, geralmente por medo de causar um desconforto ou um desentendimento para o casal. Muitos h\u00e1bitos nocivos \u00e0 rela\u00e7\u00e3o, por vezes, s\u00e3o tolerados ou, at\u00e9 mesmo, compensados por momentos positivos. Com o passar do tempo, no entanto, o problema se instala, pois tais h\u00e1bitos somados aos problemas do cotidiano, dentro e fora da rela\u00e7\u00e3o, acabam deixando de ser tolerados, causando grandes estragos. <\/em><em> <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jornalista:\u00a0Baseado na experi\u00eancia cl\u00ednica da senhora, poderia nos enumerar alguns comportamentos que s\u00e3o queixas frequentes nos atendimentos?<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Psic\u00f3loga: <\/strong>Muitos casais buscam aux\u00edlio profissional quando est\u00e1 muito dif\u00edcil\u00a0restabelecer\u00a0ou mesmo instalar uma comunica\u00e7\u00e3o mais eficiente, que favore\u00e7a a continuidade da rela\u00e7\u00e3o. <\/em><em>O papel do terapeuta \u00e9 basicamente o de um facilitador, um \u201cdecodificador\u201d dos \u201cn\u00e3o-ditos\u201d, \u201cn\u00e3o ouvidos\u201d ou \u201cn\u00e3o entendidos\u201d, pois a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro fator comprometido, quando a rela\u00e7\u00e3o entra em dificuldade, isto porque se torna muito dif\u00edcil uma neutralidade, quando se est\u00e1 sob controle da emo\u00e7\u00e3o. Dentre as queixas mais observadas, podemos citar:<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>&#8211; \u201cEle\/ela&#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>1. <\/em><strong><em>&#8230;n\u00e3o me ouve.\u201d<\/em><\/strong><em> <\/em><em>Esta \u00e9 a principal queixa observada e a que requer mais aten\u00e7\u00e3o, pois uma boa comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 a base de um relacionamento seguro.<\/em><em> <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>2. <\/em><strong><em>&#8230;faz drama, vive de passado.\u201d<\/em><\/strong><strong><em> <\/em><\/strong><em>Esta queixa sinaliza que um problema n\u00e3o foi devidamente cuidado quando ocorreu e que se tornou um assunto abordado com\u00a0 frequ\u00eancia por um dos parceiros, provocando desgaste na rela\u00e7\u00e3o. <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>3. <\/em><strong><em>&#8230;nunca me pediu desculpas.\u201d<\/em><\/strong><strong><em> <\/em><\/strong><em>Para muitas pessoas, \u00e9 muito dif\u00edcil assumir a responsabilidade por algum desconforto causado ao companheiro, sobretudo quando esta \u00e9 uma demanda do outro e n\u00e3o uma necessidade pr\u00f3pria. Nesta hora, sentem-se pressionadas e geralmente temem assumir uma posi\u00e7\u00e3o inferiorizada, mesmo sendo prov\u00e1vel que ocorra o contr\u00e1rio, ou seja: a valoriza\u00e7\u00e3o do posicionamento do parceiro.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>4. <\/em><strong><em>&#8230; fica horas ao telefone com a amiga\/amigo.\u201d<\/em><\/strong><em> <\/em><em>O h\u00e1bito de n\u00e3o monitorar a rela\u00e7\u00e3o de uma forma positiva, ou seja: de estar atento se os momentos do casal est\u00e3o gerando satisfa\u00e7\u00e3o, faz com que, muitas vezes, diante de uma possibilidade de obten\u00e7\u00e3o de refor\u00e7amento (al\u00edvio, alegria ou distra\u00e7\u00e3o, por exemplo) n\u00e3o seja percebido o desconforto que a atitude causa ao parceiro.<\/em><em> <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>5. <\/em><strong><em>&#8230; n\u00e3o d\u00e1 valor ao dinheiro.\u201d<\/em><\/strong><em> <\/em><em> Valores s\u00e3o regras internas, aprendidas no decorrer da hist\u00f3ria individual. Nem sempre o que \u00e9 valorizado por um tem a mesma import\u00e2ncia para outro. A dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o leva, muitas vezes, a uma falta de entendimento sobre quest\u00f5es vitais para a rela\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, muitas vezes o h\u00e1bito de adquirir bens pode sinalizar uma compensa\u00e7\u00e3o de algo que est\u00e1 faltando na rela\u00e7\u00e3o, isto porque nosso sistema de recompensa cerebral \u00e9 estimulado quando estamos diante de possibilidades de obten\u00e7\u00e3o de prazer.<\/em><em> <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>6. <\/em><strong><em>&#8230;n\u00e3o lembra de datas importantes para o casal<\/em><\/strong><strong><em>.\u201d<\/em><\/strong><em> Mais uma vez, estamos diante da quest\u00e3o dos valores aprendidos na hist\u00f3ria individual. Para muitos, o fato de n\u00e3o lembrar de datas n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a import\u00e2ncia do outro na vida, uma vez que as comemora\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais relacionadas com o esperado e\/ou adequado socialmente e n\u00e3o, necessariamente, com uma necessidade para a sobreviv\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o. Muitos consideram os pequenos prazeres di\u00e1rios, como o \u201cbom dia\u201d, um carinho ou elogio, como pequenas celebra\u00e7\u00f5es da vida do casal. No entanto, enquanto existir o relacionamento, existir\u00e1 \u00a0a possibilidade de aprendizagem. Se desde o in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o, for alimentado por ambos o prazer de comemorarem juntos, torna-se mais f\u00e1cil manter este padr\u00e3o no decorrer da rela\u00e7\u00e3o. No entanto, se a comemora\u00e7\u00e3o trazia mais refor\u00e7amento para um dos parceiros, \u00e9 prov\u00e1vel que o desejo de comemorar as datas especiais seja enfraquecido, no decorrer do tempo.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>7. <\/em><strong><em>&#8230;d\u00e1 mais import\u00e2ncia para a televis\u00e3o.\u201d<\/em><\/strong><em> <\/em><em>Muitas vezes, assistir televis\u00e3o, falar ao telefone, sair para o futebol, academia ou qualquer outra atividade que oportunize distra\u00e7\u00e3o e relaxamento, funciona como necessidade para a manuten\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o. N\u00e3o necessariamente precisa ser ruim exercitar atividades das quais parceiro n\u00e3o participe, uma vez que, preservar a autonomia \u00e9 fator indispens\u00e1vel para qualquer ser humano. Quando n\u00e3o priorizamos as pr\u00f3prias necessidades, deixamos de sentir-nos plenos e, consequentemente, deixamos de oferecer nosso melhor ao outro. N\u00e3o \u00e9 a quantidade de tempo que se passa juntos o que caracteriza\u00a0 positivamente uma uni\u00e3o, mas a qualidade deste tempo.\u00a0 Uma certa autonomia \u00e9 sempre muito importante, desde que respeitados os acordos estabelecidos na intimidade do casal.<\/em><em> <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>8. <\/em><strong><em>&#8230;n\u00e3o pergunta como foi meu dia ou o que estou sentindo.\u201d <\/em><\/strong><em>Para algumas pessoas, o \u201couvir\u201d \u00e9 um indicativo de que existe amor e seguran\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o. No entanto, \u00e9 sabido que o bem-estar na rela\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de uma soma de muitos comportamentos que s\u00e3o refor\u00e7ados mutuamente. Algumas pessoas s\u00e3o mais sens\u00edveis aquilo que \u00e9 falado do que outras, o que pode ser indicativo de uma autoestima mais ou menos fortalecida. <\/em><em> <\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><em>9. <\/em><strong><em>&#8230;espalha objetos pessoais pela casa inteira.\u201d<\/em><\/strong><em> <\/em><em>Este e outros h\u00e1bitos bastante comuns como o de deixar a toalha molhada em cima da cama, pode causar transtornos na conviv\u00eancia a dois e, na verdade, em qualquer situa\u00e7\u00e3o em que exista necessidade de dividir o espa\u00e7o com outras pessoas, como uma estada na casa de amigos. Atendi a uma paciente que queixava-se de que o marido \u201cmontava mini-ilhas\u201d pela casa com os objetos pessoais e que, embora tal h\u00e1bito a aborrecesse, preferia guardar os objetos nos devidos lugares, a combinar outras possibilidades, o que \u00e9 um erro, pois o marido jamais teve nenhuma consequ\u00eancia diretamente relacionada ao h\u00e1bito. \u00c9 importante lembrar que sempre que houver oportunidade para o di\u00e1logo, haver\u00e1 possibilidade de entendimento, j\u00e1 o contr\u00e1rio n\u00e3o existe, pois ningu\u00e9m necessariamente \u201cadivinha\u201d o que pode estar sendo causa de mal-estar.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>10. <\/em><strong><em>&#8230; quer saber quem aceito em minha rede social e o que \u00e9 conversado.\u201d<\/em><\/strong><em> <\/em><\/p>\n<p><em>Muitas vezes, esta monitoria excessiva pode indicar a necessidade de controle das atitudes do parceiro, a fim de que se tenha seguran\u00e7a de que n\u00e3o haja amea\u00e7as \u00e0 rela\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma atitude que indica falta de confian\u00e7a e que, normalmente, faz com que o outro passe a se privar de contatos com outras pessoas que s\u00e3o tamb\u00e9m importantes na vida. O perigo n\u00e3o est\u00e1 na rede social, mas na forma como \u00e9 utilizada. Se utilizada, respeitando-se os \u201ccombinados\u201d na rela\u00e7\u00e3o, dificilmente haver\u00e1 problemas e ambos poder\u00e3o sentir-se respeitados e seguros da confian\u00e7a do parceiro. <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* Entrevista concedida pela Psic\u00f3loga Tatiana Berta \u00e0 revista AnaMaria (jornalista Ricardo R\u00e9gener, em Janeiro de 2013, reproduzida integralmente). &nbsp; Jornalista: Um casal, quando se decide a viver uma vida em comum, precisa adaptar-se e, ao mesmo tempo, manter a individualidade. Qual \u00e9 o ponto de equil\u00edbrio? 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